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Atena Mídia

Employee Generated Content  (EGC): quando o maior ativo de marketing da sua empresa já está dentro dela

Employee Generated Content mostrando colaboradores em momentos do dia a dia, com registros autênticos da rotina de trabalho, como uma refeição e a preparação de bebidas em um bistrô.

Há muito tempo, já ficou claro que os consumidores estão com alergia à perfeição ensaiada. As pessoas percebem quando o conteúdo foi produzido para convencer, o vídeo perfeitamente gravado com o roteiro perfeitamente escrito para vender a solução perfeita. E normalmente, o resultado é um conteúdo igual a milhares de outros, ignorados e sem resultado. É então, que conhecemos o conceito de EGC, que vem crescendo cada vez mais nos últimos tempos.

Um barista do Starbucks, uma embaladora chinesa, um produtor de tintas, uma secretária… O que eles têm em comum? São funcionários de empresas que ganharam destaque no mercado por criarem conteúdo sobre seu trabalho.

Isso é o que chamamos de EGC – Employee Generated Content, ou, no bom português, Conteúdo Gerado por Colaborador. Não é o comunicado oficial. Não é o post aprovado em três rodadas. É a foto da reunião postada por quem estava lá, o vídeo do bastidor gravado no celular, o depoimento de quem vive aquela cultura todos os dias, incentivados ou espontâneos.

O resultado é que, em muitas empresas, o conteúdo mais eficaz de marketing não foi criado pelo time de marketing. Mas sim, foi criado por quem embala o pedido, facilita a reunião, atende o cliente ou cuida da operação. O motor de autoridade já está ligado, porém o que falta, na maioria dos casos, é perceber isso e estruturar de forma intencional.

✦ Exemplos que vale a pena dar uma conferida:

Vídeos no estilo vlog, indicando, por exemplo: “Minha vida como barista”

Mostrando como o produto é feito:

@itsjoboi

Jared McCain just too good on and off the court🔥 @Jared McCain @Starbucks @Fanatics #starbucks #drinks #fanaticsfest #jaredmccain #StarbucksGlobalCoffeeCreator

♬ original sound – Josiah

Embalando pedidos:

@rerediyshop

Hi Danielle, this is your order packing video, hope you like it!💕💕#luckyscoop #mysteryscoop #asmr #packingorders #mysterybox

♬ original sound – ReRe Gift

Um dia de trabalho na empresa:

@thaissalbuquerque

bora pro vlog de um dia na minha vida trabalhando no marketing da gocase? 🌟💘 #clt #vlog #girls #marketing #dailyvlog

♬ PC keyboard input fast(1022547) – OTOnoniwa

O anúncio perfeito que ninguém assiste mais

Durante muito tempo, a equação do marketing de marca era razoavelmente simples: produção de alta qualidade, mensagem bem polida, veiculação nos canais certos. Quanto mais profissional o resultado, mais credibilidade ele transmitia. E em determinadas situações, continua tendo seu mérito.

O problema não é técnico, mas de saturação e desconfiança. Segundo o Edelman Trust Barometer, 63% dos consumidores confiam mais em funcionários comuns do que em executivos quando buscam informações sobre uma empresa. Ou seja, o abismo entre a voz institucional e a voz humana só aumentou.

Pensa no comportamento real de quem assiste conteúdo hoje. Uma pessoa que encontra no feed um comercial de trinta segundos bem editado e uma pessoa que encontra um vídeo de quinze segundos gravado por alguém da equipe mostrando como o produto é embalado têm experiências completamente diferentes. O segundo não é tecnicamente superior, mas ele passa algo que o primeiro não consegue: a sensação de que existe alguém real do outro lado.

Além disso, os dados de alcance confirmam o que a intuição já sugeria. Conteúdo compartilhado por colaboradores gera 8 vezes mais engajamento do que o mesmo conteúdo publicado pelo perfil oficial da marca. 

Ou seja, o anúncio perfeito não perdeu força porque alguém ficou menos criativo. Perdeu força porque o público ficou mais seletivo e a seletividade, em um ambiente saturado de conteúdo, favorece quem parece real.

EGC não é post corporativo com rosto. É isso aqui:

Antes de falar em estratégia, vale definir com precisão o que é e o que não é EGC. Porque existe muita confusão entre conteúdo gerado por colaborador e conteúdo institucional com um rosto na frente.

A diferença não está no formato. Está na origem e na autenticidade. Um vídeo gravado pelo CEO com roteiro aprovado pelo jurídico, luz de estúdio e trilha de fundo não é EGC, mesmo que apareça uma pessoa real. É comunicação institucional com apresentador. EGC é outra coisa.

Na prática, EGC se parece, por exemplo, com:

  • A colaboradora de logística que posta um vídeo mostrando como embala um pedido especial, sem nenhum roteiro, só porque achou interessante.
  • O consultor que escreve no LinkedIn sobre uma conversa com um cliente que mudou sua perspectiva sobre o problema que a empresa resolve.
  • A equipe que comemora uma meta batida com um story coletivo, filmado no próprio escritório, com a energia real daquele momento.
  • A pessoa que acabou de ser contratada e posta sobre o primeiro dia, com a mistura de nervosismo e entusiasmo que só aparece quando é verdade.
  • O bastidor de um processo que a empresa normalmente não mostraria por achar que não é suficientemente impressionante, mas que, exatamente por isso, gera identificação.

O que une todos esses exemplos é que o conteúdo foi feito porque a pessoa quis registrar e compartilhar, não para parecer algo. É essa ausência de intenção de venda que, paradoxalmente, recebe mais atenção.

✦ EGC que nasce do time vs. EGC que a empresa organiza: os dois valem, mas não são a mesma coisa

EGC espontâneo é aquele que acontece sem nenhum incentivo formal. A colaboradora posta porque quer, porque se identifica com a cultura, porque está orgulhosa de algo. Esse tipo de conteúdo tem a maior taxa de autenticidade percebida, justamente porque ninguém pediu.

EGC estruturado é aquele que a empresa incentiva ativamente: cria espaço para que as pessoas queiram aparecer, oferece reconhecimento, sugere temas ou momentos, facilita a produção sem engessar o resultado. Esse tipo exige mais cuidado para não virar obrigação disfarçada de oportunidade.

Os dois têm valor. A distinção importa porque a abordagem de gestão é diferente para cada um. Incentivar o EGC espontâneo significa criar uma cultura que as pessoas queiram mostrar. Estruturar o EGC organizado significa desenhar um processo que libere a participação sem pressionar o resultado.

De qualquer modo, precisa ser positivo para a empresa e para o colaborador. 

O efeito duplo do EGC: atrai cliente certo e talento certo ao mesmo tempo

Se ainda há alguma dúvida sobre a potência do EGC, deixe-nos esclarecer isso um pouco mais: essa estratégia vai muito além de vender. Afinal, quando um colaborador cria esse tipo de conteúdo, mostra o dia a dia da empresa e principalmente sua relação com ela (que desejamos que seja positiva), suas criações fazem duas coisas ao mesmo tempo.

Do lado do cliente, ele elimina uma das maiores barreiras da decisão de compra: a incerteza sobre quem está do outro lado. Assim, ver as pessoas que vão executar o serviço, entender como elas pensam e perceber que aquela cultura faz sentido para o problema que precisa ser resolvido é um atalho de confiança que nenhum case de sucesso consegue substituir completamente.

Do lado do talento, o efeito é equivalente. 72% dos profissionais afirmam que a cultura organizacional ajuda a impulsionar iniciativas de mudança bem-sucedidas. Quando uma empresa mostra sua cultura de forma autêntica, ela atrai candidatas e candidatos que já se identificam com aquele ambiente antes mesmo de qualquer entrevista. Dessa forma, reduz o tempo de adaptação, aumenta a retenção e, no médio prazo, fortalece um time que se sente parte de algo que vale a pena mostrar.

Em outras palavras, o EGC bem estruturado resolve dois problemas de negócio ao mesmo tempo: encurta o ciclo de confiança com clientes e melhora a qualidade do processo de atração de talentos. É difícil encontrar outra estratégia de comunicação com esse duplo retorno.

Além disso, existe um terceiro efeito que raramente é mencionado: o EGC funciona como termômetro de cultura interna. Quando ninguém quer aparecer, quando o time não tem histórias que valha a pena contar, quando os bastidores precisam ficar escondidos, isso diz algo sobre o ambiente que nenhuma pesquisa de clima captura com a mesma clareza!

Como incentivar o time a criar sem transformar isso em mais uma obrigação

Existe uma armadilha muito comum quando empresas decidem estruturar EGC: tratam o processo como uma campanha de engajamento interno, com metas, cobranças e relatórios de participação. O resultado, quase sempre, é um conteúdo que parece forçado. E como nós já reforçamos aqui em outro momento, conteúdo forçado é exatamente o oposto do que faz o EGC funcionar.

O ponto de partida é entender que ninguém cria conteúdo com entusiasmo quando sente que está fazendo isso por obrigação. O EGC espontâneo, aquele que tem mais valor, nasce de um lugar de pertencimento e orgulho. Por isso, antes de pensar em como incentivar a criação, a pergunta mais honesta é:

✦ Existe algo que o time queira mostrar?

✦ A cultura é algo que as pessoas se orgulham de viver?

✦ O ambiente é o tipo de lugar que alguém escolheria mostrar de forma espontânea?

Quando a resposta é sim, incentivar é simples. Reconhecimento público funciona melhor do que bonificação financeira na maioria dos casos, porque o que as pessoas buscam ao compartilhar conteúdo é ser vistas e valorizadas, não remuneradas. Repostar o conteúdo do colaborador nos canais oficiais da marca, comentar de forma genuína, mencionar publicamente na reunião de equipe: esses gestos custam zero e comunicam algo que o dinheiro não comunica, que a empresa se importa com quem aparece.

Outro elemento que faz diferença é a clareza sobre o que é bem-vindo. Muitas pessoas não criam conteúdo porque não sabem se aquilo que queriam mostrar seria apropriado ou aprovado pela empresa. Quando a organização deixa claro, de forma informal e contínua, que bastidores reais, celebrações genuínas e perspectivas pessoais sobre o trabalho são bem-vindos, ela remove a principal barreira: o medo de errar o tom.

O que não funciona é cobrar conteúdo sem oferecer nada em troca. Não necessariamente dinheiro, mas reconhecimento, visibilidade, autonomia criativa e a certeza de que aparecer não vai gerar nenhuma consequência negativa. Empresa que só demanda sem retribuir mata a espontaneidade que é a única coisa que dá valor ao formato.

A parte chata (mas essencial) que ninguém explica sobre EGC

Conteúdo gerado por colaboradores envolve imagem, voz, dados e, dependendo do contexto, informações sensíveis sobre clientes ou operações. Por isso, por mais que o EGC seja sobre autenticidade e espontaneidade, ele precisa de uma estrutura jurídica mínima para funcionar com segurança, tanto para a empresa quanto para quem aparece.

O ponto mais crítico é a autorização de uso de imagem. Sem um documento formal que estabeleça os termos, a empresa fica vulnerável a questionamentos sobre o uso do conteúdo depois que ele foi publicado, especialmente em casos de desligamento. A falta dessa formalização não inviabiliza o EGC, mas cria riscos desnecessários que podem ser evitados com um processo simples.

Além da imagem, é importante estabelecer limites claros sobre o que não deve ser compartilhado: dados de clientes, informações financeiras não públicas, processos internos protegidos por confidencialidade. Esses limites precisam ser comunicados de forma direta e sem excessos, porque a lista de restrições longa e vaga é um dos principais motivos pelos quais as pessoas preferem não aparecer. Regras claras liberam mais do que engessar.

✦ O que não pode faltar em um termo de autorização de imagem para colaboradores

Um termo de autorização de imagem básico e funcional para EGC deve cobrir:

  • Identificação das partes: nome completo do colaborador e razão social da empresa.
  • Descrição do uso autorizado: quais canais (Instagram, LinkedIn, site, e-mail marketing), em quais contextos (conteúdo orgânico, campanhas pagas, materiais institucionais) e por quanto tempo.
  • Abrangência geográfica: se o conteúdo poderá circular apenas no Brasil ou em outros países também.
  • Possibilidade de revogação: condições e prazo para o colaborador solicitar a retirada do conteúdo já publicado.
  • Tratamento em caso de desligamento: o que acontece com o conteúdo já publicado se a pessoa sair da empresa, se ele pode continuar circulando e por quanto tempo.
  • Limite sobre edições: se a empresa pode editar, cortar ou adaptar o conteúdo, ou se precisa de nova autorização para isso.

Esse documento não precisa ser extenso nem intimidador. Um termo de uma página, com linguagem acessível, é suficiente para cobrir os pontos essenciais e dá ao colaborador a segurança de saber exatamente como sua imagem será utilizada. Segurança jurídica não engessa o processo. Ela libera a pessoa para aparecer sem medo.

Como calibrar expectativa (e apetite do time) antes de estruturar qualquer estratégia de EGC

Antes de criar um programa formal de EGC, vale fazer uma leitura honesta de onde a empresa está. Não do ponto de vista da estratégia de conteúdo, mas do ponto de vista da cultura.

Assim, a pergunta mais útil não é “como fazemos o time criar conteúdo?”, mas sim “existe conteúdo acontecendo de forma espontânea?” Se sim, onde? Quem já aparece? O que essas pessoas mostram? Esse diagnóstico revela muito mais sobre o ponto de partida do que qualquer reunião de planejamento.

Se existe EGC espontâneo, o trabalho é amplificar o que já existe, sem matar o que o tornou espontâneo. Reconhecer quem já aparece, por exemplo, criar canais de visibilidade para esse conteúdo e deixar claro que a participação é valorizada costuma ser suficiente para ampliar o volume sem perder a qualidade.

Se o EGC espontâneo é praticamente inexistente, vale investigar o motivo antes de criar qualquer incentivo. Pode ser que as pessoas não saibam que isso é bem-vindo. Pode ser que exista um receio de exposição que nunca foi abordado diretamente. Pode ser que a cultura ainda não ofereça o tipo de experiência que alguém quereria mostrar. Cada um desses cenários exige uma abordagem diferente.

Outra pergunta importante é sobre responsabilidade: quem na empresa vai cuidar desse processo? EGC estruturado exige alguém que acompanhe, reconheça, organize o conteúdo e mantenha a consistência ao longo do tempo. Sem esse ponto focal, o programa começa com energia e esfria nas primeiras semanas.

✦ Outras ideias de publicação para você ficar de olho:

Eu trabalho na empresa, e é claro que as pessoas me perguntam isso:

@burgerkingbr

Eu trabalho no BK, e é claro q vcs não imaginam os bastidores do q acontece por aqui!!! 😂 #éclaroque #éobvioque #trend

♬ som original – Burger King BR

Formato POV fazendo seu trabalho normalmente

Seu trabalho ao vivo e a cores

@fabirocha.voz

Assim é a tradução simultânea. Sempre há surpresas… never a dull day! O importante é dar o melhor de si para o conforto dos nossos ouvintes e deixar o cliente satisfeito. Estamos à disposição #traduçãosimultanea #interpretesimultaneo #eventotécnico #eventointernacionalcomtraducao

♬ Tomorrow – Adrián Berenguer

O conteúdo mais poderoso que a sua empresa pode produzir já existe

Ele está nas histórias que o time conta entre si, nos bastidores que ninguém achou relevante mostrar, nas comemorações que ficaram só no grupo interno. O que falta, na maioria dos casos, não é criatividade nem orçamento. É uma estrutura que dê às pessoas a confiança e o espaço para aparecer.

Quando esse espaço existe, o EGC se torna um reflexo do que a empresa realmente é. E esse reflexo, visto de fora, é exatamente o que faz alguém decidir confiar.

Se você quer entender como estruturar isso para o seu negócio, a Atena pode ajudar! Vem tomar um café conosco!

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